A “Saidinha” Dos Bancos!


Dentre as várias modalidades de ações criminosas das quais somos vítimas todos os dias temos a “saidinha de banco”, onde como bem sabemos, a ação resume-se no monitoramento de criminosos de clientes de banco quando do saque em estabelecimentos bancários para uma posterior abordagem na parte externa.
E o que me leva a tratar do assunto dentre tantas modalidades criminosas? Ora, pelo simples fato da “vítima” que as autoridades buscam defender, o banco e os banqueiros, ou alguém imagina que em algum momento se pensou em defender a sociedade como um todo?
Explico, quando essa modalidade criminosa começou a ganhar vulto e consequentemente as manchetes dos noticiários a ação se dava logo na saída do banco, a apenas alguns metros, e daí a origem do termo saidinha do banco, pois se dava logo na saída,contudo medidas preventivas de segurança só começaram a ser adotadas quando os clientes vitimizados passaram a se socorrer do judiciário para discutir a responsabilidade do estabelecimento bancário, quanto à segurança dos clientes, principalmente quando em alguns casos a justiça entendeu da responsabilidade dos bancos nos eventos, condenando esses estabelecimentos a ressarcir e indenizar as vítimas.
Pois ai se deu a mudança que agora se percebe claramente, diante dos eventuais “prejuízos” dos bancos frente a possibilidade de ter ressarcir e indenizar o cliente abordado logo na saída do seu estabelecimento, e com a total “dedicação” das autoridades em evitar que esse cenário se efetivasse, passaram a forçar que medidas para a sua proteção fossem adotadas, mas de forma a dar a impressão da busca de uma solução à bem da sociedade, como se essa fosse a intenção das autoridades e poderosos, a “elite” por assim dizer.
Surgem então medidas como a proibição do uso de telefones celulares no interior dos bancos e a necessidade da instalação de câmeras de vigilância na parte externas desses estabelecimentos, sempre procurando passar a impressão da defesa da sociedade, contudo, ficando claro pela análise da primeira medida que a proibição do uso de celulares buscava proteger apenas os bancos, pela própria essência da proposta, uma vez que deixava de combater o crime em sua origem, o que beneficiaria à toda sociedade, para proibir o uso de celular, já que ainda que a ação fosse simplista ao extremo seria o suficiente para proteger àqueles que interessavam.
Como resultado o que vemos atualmente, a cada crime dessa natureza, é que o objetivo das autoridades (gerentes da elite) foram alcançados, pois as abordagens em sua imensa maioria não mais ocorrem à frente dos bancos, logo na sua saída, mas há alguns quarteirões dos estabelecimentos, tranquilizando os banqueiros quanto as suas responsabilidades com o prejuízo do cliente, os crimes agora estão além do perímetro dos bancos trazendo segurança aos poderosos, enquanto os clientes só transferiram a sua insegurança para uma área distante dos bancos mas ainda mais próxima da sua realidade, assim como pode comprovar o coitado do funcionário do Colégio Sion, Eduardo Paiva, que com apenas 39 anos se tornou mais uma vítima da crueldade de criminosos como os banqueiros e as autoridades, e sim, como não poderia deixar de citar, os vagabundos que o alvejaram sem dó.
Assim, ao invés de combater com eficácia a modalidade da “saidinha de banco”, devemos as autoridades a criação de uma nova modalidade que visa evitar qualquer espécie de transtorno aos banqueiros, a “Saidinha” dos Bancos.

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