Pagot Denuncia Irregularidades Em Campanhas De PT e PSDB. Os Petecanos Unidos Por Um Só Fim, Roubar!


Fonte: site Congresso em Foco

Desde que foi demitido da diretoria-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, em julho de 2011, Luiz Antonio Pagot jamais fez questão de esconder sua mágoa com o que considerou uma “traição moral” em relação à sua atuação no órgão subordinado ao Ministério dos Transportes. Passou-se um ano e, depois da descoberta de que a organização criminosa do contraventor Carlinhos Cachoeira (leia tudo sobre o caso) plantava denúncias na imprensa com o objetivo de derrubá-lo do cargo, Pagot agora quer falar. E essa disposição verbal estampa as edições desta semana de duas das principais revistas do país – Época e IstoÉ. São duas entrevistas que, com alguns pontos em comum, revelam um pouco das vísceras da relação entre campanha eleitoral e máquina pública – com destaque para doações para PT e PSDB, segundo Pagot, eivadas de irregularidades.
Economista e atualmente prestando consultorias, Pagot diz que foi pressionado pelo governo do tucano José Serra a aprovar aditivos ilegais às obras do Rodoanel, em São Paulo. O objetivo, diz o ex-diretor, foi abastecer o caixa 2 da campanha, em 2010, do então candidato do PSDB à Presidência da República.
“Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot à revista IstoÉ, que acrescenta. “Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com a Delta com a entrega de obras para a construtora. Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot. Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010.”
Considerado uma espécie de arquivo ambulante sobre as mais recentes gestões do Ministério dos Transportes, Pagot diz que é temido por muitos parlamentares membros da comissão mista de inquérito, em curso no Congresso, criada para investigar a teia de influência do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. “Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: ‘Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar’”, acrescenta a IstoÉ.
Na entrevista, Pagot disse que administrava bilhões em obras públicas Brasil afora, e que recebeu do tesoureiro da campanha do PT em 2010, deputado José De Filippi (SP), um pedido especial da cúpula petista para arrecadar recursos junto às empreiteiras do setor de transportes.
Já a entrevista de Pagot à revista Época se concentra na ação do deputado petista junto ao ex-diretor do Dnit. “Pagot afirma que, após a conversa com Filippi, reuniu-se com seis sindicatos de empresas da construção civil. […] Pagot diz ter se reunido também com representantes da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. ‘Fui um colaborador espontâneo’, afirma Pagot. De acordo com Pagot, graças a seu trabalho, entre 20 e 30 empresas medianas colaboraram com a campanha de Dilma. Ele diz que Fillipi recebia boletos de depósitos de empreiteiras que se dispuseram a fazer doações para a campanha”, diz trecho da entrevista.
Depois da publicação das declarações de Pagot, com destaque, em duas revistas de circulação nacional, parlamentares da CPI devem levar à pauta do colegiado a possibilidade de que o ex-diretor deponha no Congresso. Na próxima semana, a comissão de inquérito terá reuniões administrativas, para votação de requerimentos, e depoimentos de pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema criminoso de Cachoeira, segundo investigações da Polícia Federal. Preso desde 29 de fevereiro, o contraventor chefiava uma quadrilha que explorava, entre outras ilegalidades, jogo clandestino e licitações fraudulentas com empresas como a Delta Construtora, até então a maior parceira das obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

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