A Aventura Humana Na Terra!


Como são as coisas, quando pequenos somos levados a entender a vida como algo que deve ser preservado a qualquer custo, mesmo porque a sua não preservação levaria ao “trágico” final, a morte. Somos induzidos, pela pouca sabedoria dos que nos estão ao redor, de que a vida seria pura e simplesmente o ato de manter-se vivo, coração batendo, corpo são.
Mas o que é a vida afinal? Será que ela se restringe ao fato da sobrevivência? Manter-se vivo será apenas estar com o seu organismo em funcionamento? Não posso acreditar que seja apenas isso, deve ser algo maior, mais abrangente, algo magnífico.
Muitos dirão que viver engloba aproveitar a vida em sua plenitude, passear, brincar, ler um bom livro, ter filhos, casar, não casar, ou seja, fazer tudo aquilo que desejar, desde que parta de sua consciência fazê-lo, sem sentir-se obrigado, fazer o que sonha, o que deseja. Mas será ainda somente isso? Será que o ser humano já não é individualista demais? Estaríamos nós aqui apenas para satisfazermos as nossas vontades, os nossos desejos, os nossos sonhos? Não temos responsabilidade por nada mais do que o nosso eu? Penso que não, ou melhor, quero pensar que não, pois para mim não parece haver sentido, já que somos indivíduos que habitam o mesmo espaço com outros tantos bilhões de indivíduos, e imaginem se tivéssemos compromisso apenas com a nossa pessoa, sem se preocupar com os outros, me parece que o caos assumiria as rédeas do nosso destino, sem falar no quanto egoísta seria tal pensamento.
Pois bem, a vida, diferente do que aprendemos quando criança deve ser considerada em sua magnitude, pensada conforme a complexidade do nosso organismo, do nosso mundo, pois como seres tão bem elaborados organicamente como nós, vivendo num planeta de intrínseca complexidade, viveriam sem responsabilidade com o todo a sua volta? Como podemos imaginar que devamos apenas nos satisfazer, independentemente do que esteja ocorrendo com os nossos semelhantes e com o nosso planeta? Qual o sentido de podermos desfrutar das coisas boas da vida enquanto outros sofrem? Não temos responsabilidade alguma com eles? E quem pensa dessa forma também deve entender que não tem responsabilidade nenhuma com o mundo em que vivemos, será que estão com a razão?
A pergunta a se fazer é aquela mesma já feita inúmeras vezes, um questionamento a ser respondido que ultrapassa os anos sem a devida solução, afinal qual é o sentido da vida? Certo é que mais uma vez a resposta ficará no hiato da história, mas com uma convicção de que, embora sem uma resposta definitiva para a pergunta, a vida deve ser algo diferente do que vemos, sentimos ou pensamos, pois se assim for, não haverá muita esperança para nossa raça sobre a terra.

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