Governo Aponta Risco De Epidemia De Dengue Em 48 Cidades.


Fonte: site da Folha

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira mostram que 48 municípios brasileiros estão em situação de risco para epidemia de dengue (veja abaixo). Essas cidades englobam 4,65 milhões de pessoas e se concentram principalmente no Norte e no Nordeste.
A análise foi feita a partir do Lira (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) entre os meses de outubro e novembro deste ano.
Cidades e bairros com nível de infestação acima de 3,9% (ou seja, para cada 100 casas vasculhadas, mais de 3,9 delas tinham larvas) são tidas como em risco de surto iminente. Com índices entre 1 e 3,9, a cidade é classificada como em alerta. Abaixo de 1, em situação satisfatória.
Participaram do estudo 561 cidades do país. Segundo o ministério, 236 cidades estão em alerta –onde vivem 44,4 mihões de pessoas– e 277 possuem índice satisfatório.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, porém, afirmou que a posição “satisfatória” ou “em alerta” não basta para evitar surtos de dengue. “Não podem baixar a guarda. Em vários dos municípios, o índice maior de chuvas só começa agora. Baixo risco não significa que não podem migrar rapidamente para situação de alerta ou risco de surto nos próximos meses.”
O levantamento considera cerca de 10% das cidades do país, mas engloba regiões metropolitanas e cidades de médio porto –regiões onde a doença chega primeiro e com mais força, segundo o ministério. “Seguramente se nesses [os analisados] temos situação de alerta ou mais satisfatória, de menos risco, nos outros [não analisados] a situação é bem melhor”, avalia Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde da pasta.
O ministério divulgou dados que mostram os principais criadouros das larvas em cada região –lixo no Norte e no Sul, abastecimento de água no Nordeste e Centro-Oeste e depósitos domiciliares no Sudeste.

CAMPANHA

Também foi lançada hoje a campanha nacional de combate à dengue, que terá o slogan “Sempre é hora de combater a dengue”. O objetivo da campanha é reforçar a importância da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, mantendo hábitos simples como limpar calhas, caixas d’água e recolher o lixo.
Uma das novidades da campanha é o observatório da dengue pelas redes sociais, ferramenta que, segundo o ministério, permitirá o monitoramento de casos suspeitos de doença em todo o país.
A metodologia está sendo desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema faz o recolhimento de mensagens publicadas no Twitter sobre dengue. As mensagens serão filtradas e, aquelas relacionadas às queixas pessoais de suspeita de dengue, serão monitoradas e avaliadas e enviadas ao governo.
Comparando o número de mensagens captadas com o histórico da doença em cada município, o sistema vai gerar relatórios mostrando possíveis surtos em cidades com mais de 100 mil habitantes.
“Esse aumento da comunicação entre as pessoas geralmente antecede a comunicação formal. As pessoas geralmente começam a se sentir mal, dizem para o amigo, um dois dias depois vão ao médico, e tem todo o processo da notificação”, explica Barbosa.

MAPA

Os municípios em situação de risco, incluindo três capitais –Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT)– estão localizados em 16 Estados: quatro na região Norte; sete no Nordeste; três no Sudeste; um no Centro-Oeste e um na Região Sul.
Entre as capitais em situação de alerta, destacam-se Salvador, com índice de infestação de 3,5%; Recife (3,1); Belém (2,2); São Luis (1,6%); e Aracaju (1,5%). Fortaleza e Natal, que no ano passado estavam em estado de alerta, passaram para situação considerada satisfatória, com índices de infestação de 0,9 e 0,8, respectivamente.
Neste ano, o Lira foi ampliado para 561 municípios, um acréscimo de 53% com relação a 2010, quando foi realizado em 427 cidades. Segundo o ministro, o levantamento passará a ser feito ao menos três vezes ao ano a partir de 2012.
Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25% –foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença na ocasião.

VEJA AS CIDADES COM RISCO DE EPIDEMIA

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