Parabéns à UNESCO!


Já não era sem tempo que uma organização internacional reconhece a Palestina como estado soberano, principalmente se esta instituição estiver ligada diretamente à ONU, uma vez que, infelizmente, a própria Organização das Nações Unidas não tivera coragem de fazê-lo.
E foi o que ocorreu nessa semana, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) resolveu decidir de uma vez por todas reconhecer a legitimidade do estado da Palestina ao elevá-la ao “status” de membro efetivo.
E tal feito ganha maior importância e relevância ao analisarmos que a atitude está em total dissonância como o pensamento dos Estados Unidos, mesmo porque esses se entendem como “donos” dessas organizações internacionais ligadas a ONU, pois sempre agem como senhores absolutos nas decisões da própria ONU, então o que os impediria de comandar essas outras organizações ligadas a ela?
Mas temos ainda que admirar a conduta da Srª Irina Bokova, diretora-geral da organização, pois ao tomar tão importante decisão assumira o ônus de se indispor com a maior potência econômica/política mundial, não tardando por sentir as retaliações dos Estados Unidos, uma vez que em resposta a posição da UNESCO os norte-americanos já anunciaram a suspenção dos seus investimentos na organização.
Muitos podem não entender a dimensão do ocorrido, outros podem acreditar que a força (política e econômica) dos norte-americanos lhes favorecerá na intenção de desfazer a decisão da UNESCO, contudo, o que importa é o que já está feito, independente daquilo no que resultar, pois se os judeus foram de forma inexplicável agraciados com um quinhão de terra, sendo que, ainda insatisfeitos acabaram por apoderar-se de terras que não lhes foram dadas, nada mais justo que o povo palestino que a muito habita àquela região tenha a sua soberania e independência reconhecida.
Agora, só nos resta esperar que esta posição seja mantida de forma firme, e que a partir de então outras organizações adotem o mesmo procedimento, para quem sabe, um dia possamos ver a ONU agindo como uma verdadeira organização em prol da união das nações, e não como mais uma entidade de fachada para atender os caprichos ianques.

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