Organização Não Governamental, Mas Com Dinheiro Público!?


Para qualquer um que ouça o termo ONG e que tenha o mínimo entendimento do seu significado, facilmente concluí tratar-se de um grupo composto por pessoas que imbuídos por um sentimento de solidariedade, decide agir numa área onde o poder público falta, e diante disso não são poucas as áreas abertas à ação de tais organizações.
Não é difícil de compreender que na falta do estado um grupo decida agir, e por sua natureza não governamental, somos levados a acreditar que esse grupo, ao escolher a área de sua atuação, se programe a fim de fornecer condições para que os atendidos sejam “abastecidos” daquilo que necessitam, e logicamente para tanto é indispensável o aporte financeiro.
Esse aporte financeiro deveria vir dos envolvidos na criação da ONG, diretamente ou não, para tanto seria de se esperar que a materialização do seu objetivo fosse concretizada pelo aporte de verbas oriundas dos seus envolvidos, e ao depender da abrangência dos “serviços” prestados e da quantidade de pessoas atendidas, não é difícil compreender que os mesmos idealizadores busquem o apoio de grupos privados.
Para tanto, é óbvio que a ideia deve ser bem trabalhada a ponto de demonstrar à iniciativa privada a seriedade do trabalho prestado, pois ninguém colocaria o seu dinheiro sem a certeza de que será revertido para o fim apresentado, sendo, portanto claramente uma tarefa árdua e muitas vezes inglória, mas ainda assim o caminho correto a ser seguido diante da sua natureza não governamental.
Ou seja, conclui-se que ao se propor a prestar um serviço que pelos mais variados motivos não é praticado pelo estado, ou quando praticado é extremamente falho, os idealizadores da organização não governamental estejam conscientes de que o farão sem a intervenção, interferência ou a participação de qualquer esfera governamental, mesmo porque isso significa a independência moral e de ação dos envolvidos, que pretendem demonstrar, pelo seu exemplo, o “caminho” a ser seguido.
Agora o que vemos na prática é algo totalmente diverso do que deveria ser, a começar pela contradição entre a denominação, como não governamental, e a utilização de dinheiro público na execução dos seus objetivos. Ora é no mínimo suspeita a utilização de dinheiro público em organizações que se proclamam não governamentais, pois se a ONG pretende “cobrir” uma falha do poder público não deveria contar com o dinheiro proveniente do mesmo, e pelo lado do poder público não deveria dispor de verbas destinadas a uma ONG qualquer, pois se tem conhecimento de onde ocorre a sua falta deveria agir diretamente sobre o ponto falho.
Então ficam as questões, por que essas malditas ONGs se utilizam de verbas públicas? E por que o Estado destina parte do que deveria utilizar diretamente em suas ações para que terceiros o façam?
Pois bem, me arvoro no direito de elucidar tal mistério, ocorre que em outros tempos, naqueles em que os políticos eram reconhecidos como “tocadores” de obras, sendo que alguns ficaram conhecidos pelo fato do “rouba mas faz”, o locupletamento ilícito era proveniente do superfaturamento dessas mesmas obras, mas que devido aos inúmeros mecanismos de hoje colocados a nossa disposição tornaram essa artimanha muito perigosa, sendo portanto necessária à modernização também dos mecanismos de desvio do nosso dinheiro, pois não sejam ingênuos a ponto de acreditar que o que vem ocorrendo é o despertar da honestidade em nossa classe política, para tanto fora criado pelo PSDB e aperfeiçoado pelo PT a prática do desvio de verbas em poder das agências de publicidade, pois ao dispor de verbas para tal destinação a constatação dos valores envolvidos encontrava como empecilho o fato de tratar-se de algo intangível, pois como definir de forma clara o quanto vale um serviço de publicidade, mas devido ao escândalo do mensalão, também essa artimanha viera a ser desmascarada e tornada pública, o que passara a representar um perigo para os envolvidos. Mais uma vez os nossos sempre atentos políticos, pelo menos quando o assunto é se apoderar do nosso dinheiro, e encontrando-se numa situação difícil deviam descobrir como nos roubar sem serem pegos. Pois bem, é aí que entram as ONGs, esses canalhas viram em tais organizações a possibilidade ideal para continuarem a se fartar com o nosso dinheiro, pois tinham a seu favor o fato de que tais ONGs contarem com prestigio junto à sociedade, pois por ignorância as pessoas ainda acreditam que são organizações plenamente privadas com uma finalidade solidária, e que por iniciativa dos nossos legisladores acabaram por serem beneficiados pela facilitação no acesso aos cofres públicos, constituindo um plano ardiloso e bem arquitetado para continuarem nos roubando.
E agora, diante dos fatos envolvendo ONGs e o Ministério do Esporte, e somente após a queda do pilantra Orlando Silva, vem a não menos sem-vergonha Dilma e “suspende” os repasses (ou desvios) para essas entidades, numa clara intenção de esperar que as denúncias “caiam” no esquecimento, para continuarem a se fartar com o erário do estado.
Ora dona Dilma, bem como demais administradores públicos, se essas entidades são NÃO GOVERNAMENTAIS que busquem recursos na iniciativa privada ou na sociedade civil.

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