Arrogância Imperialista.


Esta é para aqueles que creem em Deus, ou então acreditam nas boas intenções dos E.U.A., “Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores…”, dessa forma o pré-candidato republicano à eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos, Mitt Romney, conduziu o seu discurso feito nessa sexta-feira.
Ora, o que esperar de uma nação que transpira arrogância e prepotência? É evidente que muito do discurso do Mister Mitt Romney deve-se a uma tentativa de causar impacto, para que assim consiga desfrutar de algum dividendo político, tornando-se mais conhecido do público, e assim despontar como principal opção dentro do Partido Republicano, mas como “bom” cidadão estadunidense demonstra o sentimento de um povo que acredita ser autossuficiente em praticamente tudo.
“Os Estados Unidos devem conduzir o mundo ou outros o farão”, diz ele em outro trecho do seu discurso nacionalista, mas pergunto, quem foi que disse que o papel de liderança cabe aos E.U.A.? Terá sido Deus? Esse mesmo Deus que, como dizem os judeus, teria proclamado o seu povo como escolhido dele?
“Deixem-me ser claro: como presidente dos Estados Unidos, eu me dedicarei a um século americano”, quanta pretensão desse senhor, querer mais um século americano para que? Para difundir toda a perversidade de um sistema que a cada dia dá sinais de esgotamento, necessitando para sobreviver, da criação de argumentos fraudulentos para a invasão de nações produtoras de petróleo?
“Nunca, jamais, pedirei perdão em nome dos Estados Unidos”, afirmou o pré-candidato Republicano, como se nos fosse possível acreditar que eles teriam a grandeza suficiente para reconhecer os seus erros, e principalmente os seus abusos cometidos sob o manto de defensores da liberdade, ‘ideal americano’, mas que sempre encobrira, como uma cortina de fumaça, as suas reais intenções.
Ora, com Mister Mitt Romney os E.U.A. mantém a tradição de ter como candidato um típico “herói americano”, alguém que comandará as tropas americanas contra os representantes do eixo do mal (segundo uma classificação própria e arbitrária), e mais do que isso manterá a imagem de um povo que desde a sua concepção se orgulha pela sua arrogância.

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