Os Jatinhos Dos Amigos!


Nada como ter um amigo ou um conhecido que tenha como um de seus bens um jatinho particular, confesso que deve ser algo muito prazeroso “espalhar” aos quatro ventos que você conhece alguém que é dono de um jatinho, melhor deve ser, ter um jatinho todo seu, mas dentro de um cenário menos otimista conhecer alguém que o tenha, já parece ser o suficiente para o ego.
Mas como tudo na vida, nada é perfeito, e os políticos, principalmente quando detentores de cargos no governo, devem atentar quanto ao fato de que, fazer uso, mesmo que numa “inocente” carona, de um jatinho particular levanta no mínimo alguma suspeição quanto ao seu caráter e idoneidade.
Agora imaginem a situação de alguma autoridade se utilizar do jatinho de alguém diretamente interessado na área em que esse atua frente ao governo, pois esse é o caso do Sr. Wágner Rossi (PMDB), que como Ministro da Agricultura, e fazendo-se acompanhar de seu filho, Baleia Rossi (PMDB), deputado estadual por São Paulo, viajaram várias vezes em uma aeronave pertencente à Ourofino Agronegócios, segundo reportagem publicada hoje pelo “Correio Braziliense”.
Segundo a mesma matéria a Ourofino é de Ribeirão Preto (SP), cidade onde moram o ministro e sua família, e que obteve aprovação, liberação e licença para comercialização de vacina contra febre aftosa em 2010. 
Mas o abuso não fica por ai, um dos sócios do Grupo Ourofino é Ricardo Saud, diretor da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura.
Para piorar, a proximidade entre a família de Rossi e a empresa do agronegócio repete-se em outros campos, vídeos institucionais da Ourofino são realizados pela empresa “A Ilha Produções”, que atualmente está em nome de Paulo Luciano Tenuto Rossi, filho do ministro, e Vanessa da Cunha Rossi, mulher de Baleia. Enquanto o deputado estadual, Baleia Rossi, por sua vez, fora contemplado com doação de campanha no valor de R$ 100 mil, transferidos pela Ourofino.
Mas como era de se esperar desse tipo de gente, eles encontram justificativa para toda sorte de absurdo, e em nota divulgada no início da tarde desta terça-feira, Rossi diz ter usado o jato “em raras ocasiões”, como “carona”, e nega ter beneficiado a empresa, como se a simples publicação da nota e a sua palavra fossem o suficiente para afastar qualquer irregularidade.
Faz questão o Sr. Wágner Rossi de esquecer do conflito de interesses existente aqui, isso para não utilizarmos de termos mais contundentes, já que se sério fosse o nosso país e as nossas instituições, não vejo dificuldade de se apurar um série de crimes oriundos dessa relação promíscua. 
Agora não podemos esquecer que essa prática já é comum entre a classe dos políticos brasileiros, e recentemente o Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, também pegou carona no jatinho do “amigo” Eike Batista, o que me faz refletir como os nossos políticos são prósperos quando o assunto é ter amigos, mesmo que para tanto, façam cortesia com o nosso dinheiro.

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