De Onde Viemos e Para Onde Vamos?


Até onde vai a maldade humana? Esse é o meu questionamento a cada situação escabrosa à que tomo conhecimento, e por mais que tente não consigo entender, talvez por não ser um antropólogo, ou mesmo sociólogo, se é que, algum desses profissionais tem a resposta para esse dilema, mas não qualquer resposta, pois hipóteses qualquer um pode formular, mas a resposta, o porque, o “X” da questão.
Acredito que a resposta deve coincidir com o propósito humano durante a sua vida, pois qual seria o sentido de nossa existência? E caso tenhamos um sentido, um propósito para nossa existência, porque há tanta maldade? Estará ela relacionada com a nossa finalidade na terra? Ou simplesmente existimos por existir, e a nossa passagem pelo plano terrestre nada tem de lógico?
Diante de tudo o que disse aonde encontramos lugar para os acontecimentos que temos presenciado ao longo dos tempos, e em especial aos mais recentes, atentados e massacre na Noruega, massacre em Realengo/RJ, pessoas matando semelhantes apenas por possuírem automóveis super-esportivos, homicídios, latrocínios, genocídios, extermínios étnicos e religiosos, e assim todo um rol dos mais absurdos atos contra a nossa própria espécie
Respeito à todas as opiniões, ainda mais quando eivadas de bons sentimentos e boa vontade, assim como respeito à todas as religiões, embora não acredite em suas intenções, mas sinceramente não encontro “a resposta”, pois ao considerarmos a afirmação de que o homem fora feito à sua imagem e semelhança, é mais fácil acreditar que o Pai seja Lúcifer, pois por mais que filósofos e intelectuais tentem entender se o homem nasce mal ou não, os exemplos estão no nosso dia-a-dia.
Não aceito que me vejam como alguém em desespero, pois se tenho tais posicionamentos isso se deve à muitos anos de considerações, pois sempre fui e é de minha índole ser um questionador, e entendo ter o direito e o dever de questionar tudo que não entendo, e principalmente àquilo que não aceito como justo, e assim é com a nossa existência na terra.
Não posso entender que estejamos habitando um planeta que nos oferecera de tudo para sobreviver, mas ainda assim encontramos uma forma de torná-lo em um lugar ruim, principalmente ao subjugarmos de todas as formas possíveis e imagináveis o nosso semelhante, criando sociedades totalmente desiguais, onde alguns tem muito além do necessário para sobreviver, enquanto outros nada tem, sendo a ganância tão evidente no ser humano que para supri-la até mesmo o planeta é destruído.
Patologia, demência de qualquer espécie, sem-vergonhice, safadeza, mau-caráter, seja qual for a resposta para atos criminosos tão cruéis, nada explicaria a constância dos acontecimentos a não ser a maldade inerente ao próprio homem, ainda que em alguns esteja latente.
Entendo que numa “linha de produção” como a nossa, algumas peças saiam defeituosas em sua origem, mas serão essas peças fabricadas em escala tão grande que podem influenciar tão negativamente as nossas sociedades? E se assim for, cadê o controle de qualidade? Ou então, no pior cenário, será que poucas peças com defeito estariam causando todo esse estrago?
Não, realmente não acredito que poucos podem provocar tanto mau, o que vejo é que nós somos mau em essência, mas o mau está lá, latente, adormecido, e se não se manifesta isso é devido à vários fatores, desde a nossa própria opção até o controle pelas normas que regem as sociedades, mas somos mau, nos restando saber o porque, e se isso tem relação com a nossa finalidade na terra.
Portanto me perdoem se desagrado alguém com a minha opinião, pois é isso o que é, uma opinião minha, emitida de forma clara e sincera, já que se me deixasse levar pela opinião (nada sincera) dos outros o mundo deveria ser um local repleto de paz e amor, uma vez que são inúmeras as demonstrações públicas da busca pela paz, e que embora seja a resposta pronta na boca dos questionados, na prática não se concretiza, pois o ser humano é assim, diz uma coisa, mas faz outra.
Mas ainda assim acredito no ser humano, e por um motivo muito simples, só depende de nós as mudanças, se realmente somos maus o primeiro passo é aceitar o fato, mantendo-o sob controle, para tanto, o melhor, e quem sabe, o único remédio é a prática constante do bem, nos desprendermos dos valores abjetos como o dinheiro, e adotarmos como valores o que realmente importa a solidariedade, o amor, na busca de uma sociedade igualitária, onde a desigualdade que presenciamos hoje seja, num futuro próximo, apenas um fato do qual nos envergonhemos. 

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